Suas Escrituras - Navegando ao Teu Encontro (Parte 1) - Roby Marx

Olá meus amores, tudo bem com vocês?

Hoje eu estarei no comando da coluna Suas Escrituras, e trarei um texto que na verdade é uma história de amor real, vivenciada por dois grandes amigos meus, o Roby Marx e a Ana Paula Marx. Eu já havia lido esse texto há um tempinho, e resolvi divulgá-lo aqui, porque eu o acho lindo e nos mostra o poder que o amor tem nas nossas vidas.

Se realmente existem almas gêmeas, com certeza a Ana e Roby são um do outro.

Como o texto é longo, eu vou dividi-lo em duas partes, então fiquem ligados para acompanhar o desfecho desta linda história de amor semana que vem!



NAVEGANDO AO TEU ENCONTRO
Por Roby Marx


2007.

Havia decidido que a partir daquele ano as coisas seriam diferentes em minha vida. Havia entrado numa espécie de “suspensão emocional ”... havia programado o piloto automático pra “lugar nenhum “...
E tinha que acabar com aquilo.
Então resolvi navegar os mares do Orkut.
Foi minha salvação!
Das várias comunidades onde fiz amizades uma, em especial, me chamou à atenção, porque a mulher mais linda que eu já havia visto na vida havia acabado de responder sim ao meu pedido para adicioná-la!
Na hora eu pensei: “No way! Deve ser fake!”
Nunca ganhei em rifa, bingo, cartela de furar...
Mas naquela hora senti como se houvesse ganhado a própria mega-sena!
Mas, seria verdade?
Então resolvi que iria verificar.
Começamos a nos falar, à princípio pela comunidade mesmo. Percebi então que o papo iria fluir. Arrisquei uns “scraps”. Sempre respondidos prontamente, de forma inteligente e bem-humorada.
À esta altura já conhecia de cor todas as fotos que ela havia deixado como “públicas” para os amigos... e Deus como era linda aquela mulher!
Fui devagar...
Eu em São Paulo, ela em Juiz de fora em Minas.
Alguma chance?
Fora que ela tinha um “zilhão” de pretendentes bombardeando sua página.
Mas eu não desisti. Seguia firme nos recados, até que em determinado momento consegui subir para o nível do “msn”...
Se eu fosse mineiro como ela até diria: “foi aí que o trem ficou doido, sô!”
Estava conseguindo ao menos uma amizade sólida. Nossas opiniões, pensamentos, inclusive o humor era muito parecido.
Obviamente eu fui extremamente sincero com ela, desde o princípio que havia saído de um relacionamento há algum tempo, que era músico e tocava na noite paulistana (eu temia afastá-la mais pela história da música do que pela história da outra... fama de músico não é bem aquela... né?)
Mas não. Ela era corajosa mesmo e me dava corda...
E eu me segurei nessa corda com meus 5 braços e 7 pernas!
Gostava muito do que ela escrevia, de como ela escrevia. Então cerca de alguns meses depois trocamos telefones...
A primeira vez que ouvi sua voz foi...
...num recado de caixa postal!
Você pode até pensar: “Bonita como é, deve ter a voz feia!”
De jeito nenhum! Que voz era aquela meu Deus?
Empostei a minha, tinha que impressioná-la, e deixei um recado naquela caixa postal...
Os telefonemas não pararam desde então!
Amizade e confiança cresciam juntas, até que consegui seu endereço.
Escrevi minha 1º carta! Isso mesmo! A boa e velha carta escrita à mão! Claro, não sem desperdiçar umas 17 páginas de rascunho antes...
Sou músico, compositor e letrista... tinha que ser perfeita!
Ela merecia!
Cartas, telefonemas, conversas pelo msn e por vídeo...
A vontade de “baixar” em Juiz de fora me consumia!
Mas entre nós dois havia alguém sensato: ela!
Sempre me punha de volta em meu lugar quando este assunto se apresentava...
Mas uma das minhas virtudes chama-se paciência e eu sentia que ainda ia conhecer aquela cidade...
Mas as conversas continuavam. Cada vez melhores, instigantes e no segundo semestre de 2008 começaram a esquentar!
Pra mim, ter uma conversa “quente” com uma mulher linda daquela, era mais viciante que acabar com “Zeus” na última fase de God of War III...
Mas então, fiz a bobagem...
Cometi um erro!
Tenho certeza que não é o que você pensou...
Vou explicar: Na ânsia de ficar mais tempo conversando com “Minha Deusa”, sim, ela já estava nesse nível, eu comprei um chip adicional e passei o número pra ela...
Ela ligou pra esse número...
Uma mulher atendeu...
Ficou rindo dela...
Pronto! A “m” estava feita!
Ela achou que era minha esposa, namorada, amante ou sei lá o quê!
Mas não era nada disso!
Ela me ligou furiosa, e eu tentando explicar que não tinha ninguém, que alguma coisa devia ter acontecido. Talvez o número errado?
Perguntei pra qual número ela havia ligado e percebi que havia passado o número errado mesmo!
Tenho um problema de visão e havia confundido um dos números...
Ela não acreditou e desligou na minha cara!
Eu liguei de volta, furioso (é eu também tenho meus rompantes!) e disse: “Não faça isso, por favor, se você desligar de novo eu nunca mais ligo pra você!"
...tum, tum, tum...
Pois é.….
O coração doía muito, mas tinha que manter a postura! Não dizem que “a palavra de um homem é o reflexo de seu caráter?”
Então não liguei mais...
Mas pra minha sorte esse não foi o fim!
Cerca de um mês depois ela me liga...
Pergunta se um determinado número fixo é meu, e vejo ali minha oportunidade de explicação...
Eu merecia!

E recomeçamos...


Curiosos para saber como termina? Semana que vem conto para vocês!

Se você tem um texto, poesia, frases inspiradoras de sua autoria e queira dividir com o blog e os demais leitores, podem me enviar um e-mail, que irei postar com os devidos créditos. E-mail: diana.canaverde30@gmail.com. Assunto: Suas Escrituras.


Resenha #407 - Ordem Vermelha - Felipe Castilho


Título: Ordem Vermelha (Filhos da Degradação #1)
Autor(a): Felipe Castilho
Editora: Intríseca
Páginas: 488
Nota: 4/5 
O Festival estava oficialmente aberto.
Olá, tudo bem com vocês?

Trago hoje a minha primeira leitura nacional finalizada em 2018, que é o novo lançamento do autor Felipe Castilho.

Ordem Vermelha – Filhos da Degradação foi lançado em dezembro de 2017, na CCXP, e teve uma grande marketing produzido tanto pela editora como também pelo evento. Quem foi na Comic sabe que em diversos pontos víamos banners, outdoors e o estande da Intrínseca teve o tema totalmente voltado ao livro, e isso foi fantástico.

O livro retrata o mundo de Untherak, um lugar habitado por anões, gigantes, gnolls, sinfos, kaorshs e... humanos. A paz reinava e era governado pelos Seis Deuses, porém os humanos carregados de inveja, criaram intrigas e fizeram com que uns se voltassem contra os outros. Os Seis Deuses indignados com as atitudes dos seres resolveram castiga-los retirando tudo de bom que eles tinham, e a força dos deuses se uniu a um corpo só, se tornando a Deusa Una.

Uma deusa extremamente poderosa, enigmática, destemida e cruel.
Aqueles que se mostrassem temerosos e honrados, Una concederia a bênção do perdão e de ser os seus olhos e ouvidos para a execução da lei. Se fizessem um bom trabalho, Una lhes concederia a dádiva da semiliberdade. Quem desafiasse o seu poder infinito estaria condenando a si mesmo - e a seus descendentes - à verdadeira servidão.

E foi assim que nasceu a Era dos Filhos da Degradação.
Nos tempos atuais, somos apresentados a seres deste mundo de diversas raças que nos mostram a rotina de Untherak, uma boa parte dos cidadãos que Utherak são prisioneiros com condições praticamente de trabalho escravo, dormindo até mesmo em celas, e só sendo permitido que fossem para suas moradias ou tivessem descanso no seu chamado Dia de Louvor. Para obter a sua semi-liberdade eles teriam que trabalhar duro e juntar muitas moedas, e muitos alcançavam a morte antes da tão almejada semiliberdade.
Untherak inteira é uma cela, meu bem...
Temos Aelin, um humano que trabalha no Poleiro, um lugar horrível. O Poleiro tem como função, o envio das correspondências de Utherak, enviado por falcões, e Aelin é responsável por limpar o lugar onde as aves ficam. Aelin teve uma vida extremamente sofrida e é prisioneiro desde sua infância, pois paga uma divida de família, originada de seus pais, que ele perdeu ainda muito novo. Um de seus pais morreu na sua frente, após participar de um torneio sangrento chamado Festival da Morte.

O ultimo Festival que ocorreu, foi o que ceifou a vida do pai de Aelin, e após vários anos rumores correm que o Festival voltará.

Outros dois personagens que temos um grande destaque são Raazi e sua esposa Yanisha. Ambas são Kaorshs seres que se destacam pela sua altura e força, e por poderes bastantes interessantes. Raazzi e Yanisha arrecadam dinheiro para as duas participarem do Festival, mas o intuito não é se tornarem vencedoras e sim ocasionar um levante contra a Deusa Una, mas as coisas não saem como o planejado.

E em meio ao o caos que já é rotina em Utherak, mas que foi intensificado após o Festival, aparece um justiceiro, que esconde sua identidade atrás de um manto da cor proibida, a cor do sangue, denominado como Aparição.
Eu sou uma história diferente, Aelin - respondeu Aparição. - Do tipo de que Untherak jamais ouviu falar. E preciso de ajuda para contar essa história a todos.
E por motivos do destino ou do acaso, seres muito diferentes acabam se unindo, para tentar ganhar a tão sonhada liberdade, e dias melhores para Utherak.

Neste livro vimos um Castilho com um perfil mais cruel e sangrento (isso é um elogio hahahaha), algo que surpreende a quem conhece ou já leu livros do autor como a série O Legado Folclórico que são também fantasias, só que voltadas para o perfil infanto-juvenil.

Eu achei incrível, todo o universo criado pelo autor, ele é extremamente completo, seja nos cenários, como nas funções dos personagens, na politica, na criação da moeda e no desenvolvimento da estória no geral que também é repleto de representatividade, mas confesso que no começo eu tive um pouco de dificuldade de me conectar com a estória exatamente devido a complexabilidade desse universo.

Em relação a diagramação, o livro tem uma capa linda, e essa edição foi super bem feita. As páginas são amareladas, as letras são de um tamanho normal, temos um mapa dentro do livro mostrando Untherak e suas divisões, e não localizei erros de revisão durante a leitura.



Ordem Vermelha tem cenas repletas de adrenalina do começo ao fim, e eu gostei muito do mistério que foi envolvido no Aparição e no desenrolar deste personagem, que acabou dando uma reviravolta gigante na estória. Fora os outros personagens incríveis que incrementam a trama e tem um papel importantíssimo para o seu desenvolvimento. Gente a Raazi é um puta mulherão da porra (foi empolgação rs), eu amei essa mulher hahahaha. 

E o final deste livro nos faz pensar: Não... o Felipe não teve coragem de fazer isso... 

E posso dizer a vocês que sim, ele teve!
Vamos plantar a discórdia, vamos fazer o povo duvidar do poder de Una e então devolveremos toda a raiva que cultivaram em nós após mil anos de domesticação e castração!
Espero que gostem e até a próxima resenha.

Resenha #406 - Almanova - Jodi Meadows


Título: Almanova (Trilogia Incarnate #1)
Autor(a): Jodi Meadows
Editora: Valentina
Páginas: 288
Nota: 3,5/5
- Quem sou eu? - Foram as primeiras palavras que falei.
- Ninguém - respondeu ela. - Uma sem-alma.
Olá, tudo bem com vocês?

Almanova é o primeiro livro que finalizo este ano, mas no ano passado eu já tinha lido ele pela metade, e a leitura não havia fluido muito bem, então deixei ele guardado para uma nova tentativa, e desta vez consegui finalizá-lo.

Ele tem uma proposta bastante interessante: Conta a estória de um mundo chamado Range, onde as pessoas que nascem lembram de suas vidas passadas, sendo assim, desde pequenas elas já são mentalmente maduras e praticamente conhecem todos os habitantes. Elas podem ter tido a alma vivendo no corpo anterior de uma mulher e nessa vida renascer como homem e vice versa, podem reencontrar amores ou viver novos, saberem diversos idiomas fluentemente, caso tenha cometido um crime muito grave em uma vida, pode renascer e terminar de cumprir a pena em outra vida, e por ai vai. O "deus" desse mundo se chama Janan, mas uma boa parte dos cidadãos não acreditam mais em sua existência.

É a hora de Ciana renascer, mas não é ela que renasce, e sim uma criança que ninguém reconhece, e todos ficam apavorados com esta novidade.

Ela se chama Ana e é considerada uma sem alma, um erro, até mesmo, o presságio de algo ruim.

Ana é uma pessoa como nós, que teve que aprender a falar, andar, ler, e descobrir coisas que um ser humano normal aprende. Só que isso não é normal no mundo em que ela vive, na verdade isso é totalmente anormal. 

Neste mundo é comum as pessoas já estarem maduras o suficiente para ir embora da casa dos pais aos doze anos de idade, mas Ana devido ter um desenvolvimento inferior, sai de casa aos dezoito anos, cansada dos mal tratos e agressões que sofre derivadas de sua mãe que se chama Li. Decidida a obter respostas sobre o motivo de ter tomado o lugar de Ciana, ela vai para a cidade das almas chamada de Heart. 
Tente não se perder, pois não vou procurar por você.
Porém no caminho, em meio a floresta, ela é atacada pelas chamadas Sílfides, seres vindos das trevas que tem formas de sombras e tem o poder de queimar a quem toca. Ana acredita que sua vida esta perto de acabar, quando é ajudada por Sam, um belo e generoso rapaz que salva sua vida e resolve ajudá-la em sua missão. E Ana acaba descobrindo que Sam é mais importante para sua vida do que imaginava.
O gelo e a escuridão opressiva devem ter prejudicado a minha visão, pois vi o rosto preocupado de um garoto assumir uma expressão de alivio.
Como citei no começo da resenha a ideia é muito interessante, mas por muitas vezes eu achei a leitura bastante monótona. Eu entendo que fazemos a leitura pelos olhos de Ana e que como ela, estamos vendo todo este mundo pela primeira vez, mas tem horas que acaba se tornando cansativo. O que salva o livro são os momentos de ação, pois ele também tem perseguições, ataques de dragões e o mistério em volta da vida da Ana, mas mesmo assim eu não fiquei 100% feliz com esta leitura, e não achei os personagens principais muito cativantes. Na  minha humilde opinião de leitora, a autora poderia ter focado mais na fantasia deste livro e não no romance bem sem sal e sem açúcar que foi desenvolvido e não tenho vontade de dar continuidade na leitura dos próximos livros.


Em relação a diagramação, a capa deste livro é lindíssima, as páginas são amareladas, as letras são um pouco pequenas, mas não atrapalham a leitura e não me recordo de ter visto erros na revisão.

Espero que gostem e até a próxima resenha.

Retrospectiva 2017: Capas do ano!



Olá pessoas, 

Hoje vou falar sobre as minhas capas  do Ano. Eu sou a louca das capas, a maioria dos meus livros eu compro por causa delas. Então as capas que mostrarei para vocês, nem sempre serão lindas, mas elas me instigaram a querer o livro  a qual a leitura valeu super a pena. Não tenho ordem de preferência, só que de alguma forma elas chamaram a minha atenção e são bonitas.


Eu sou super apaixonada por esta capa. Essa coisa misteriosa e sombria. Assim que eu a vi, foi amor a primeira vista e a história então, sem palavras, foi perfeita. Foi um de meus favoritos de 2017!  <3


Esta capa é mais linda ainda pessoalmente. Ela contrasta bem a história e a delicadeza dela. Foi uma leitura que gostei muito, fora que é romance de época né.


Sem comentários para esta capa!!!! Só de olhar você enche os olhos e nem quer saber que tipo de história há por trás, só quer a capa pra si. Mas devo confessar o quanto me surpreendi lendo. Amei!


Eu amo esta capa, ela é tão leve e linda. E olha que não sou chegada em tantas cores, mas a mesclagem delas aqui ficou perfeita. Foi um livro de contos que gostei muito de ler.


Outra capa puro amor. Vi muita gente comentando que não gostou deste modelo, mas como eu sou a louca e estranha das capas, eu me vi completamente apaixonada por ela. O Modelo pra mim é perfeito. Este olhar triste, é bem condizente com o personagem da história.


Eu adoro as capas desta série. Simples assim. Elas não tem tantos detalhes nem arabescos, mas retrata exatamente o que se esperar da história. Eu adoro!


Eu achei esta capa linda demais. Quando a Mari anunciou, falei logo pra ela, o quanto eu babei rs. Melhor final de trilogia, sério!


O que falar desta capa linda demais!!!! Sem palavras! Sempre quando vou pegar algum livro que vejo a borda deste livro na estante, o pego pra apreciar. É linda demais.


Esta capa tem a sua beleza sombria. Eu sou completamente apaixonada por esta capa, ela remete tudo que encontrei na história. Eu amei este livro. <3


Esta é outra capa que foi paixão a primeira vista. Quando eu a vi, falei pro autor, eu quero. Tanto que assim que lançou eu o comprei. E a história é fascinante.


Eu gosto desta capa, ela tem uma beleza estranha que me fez querer muito este livro. E o melhor de tudo, é que a capa foi produção da própria autora, quer mais amor que isso?


E pra finalizar, tem esta capa maravilhosa!!! Meu como eu adoro esta capa. Eu amei a história, mas a capa nossa senhora das loucas por capa, é perfeita!

E por hoje é só, pessoas!! E pra vocês? Qual a capa de livro que chamou sua atenção em 2017?

Um xero!

Resenha #405 - Na Escuridão da Mente - Paul Tremblay


Título: Na Escuridão da Mente
Autor(a): Paul Tremblay
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 266
Nota: 3/5

-Você é boa em guardar segredos, Merry?
-Sou melhor que alguns - fiz uma pausa e então continuei -, na maioria das vezes, eles é que me guardam. - Apenas porque soava ao mesmo tempo misterioso e sucinto.
Olá pessoas, tudo bem?

Hoje eu venho com a resenha de um dos últimos livros que li em 2017. Este livro foi escrito por Paul Tremblay e publicado aqui no Brasil pela editora Bertrand. 

Confesso que quando li este título senti uma euforia dentro de mim, para quem acompanha o blog sabe que eu tenho uma queda por mistério, suspense, terror e horror. Este livro me arremeteu tudo isso e enquanto eu não o comprei não sosseguei. 

Só que eu fui com muita sede ao pote e movida pelos milhares de elogios que ele teve, inclusive do mestre King, então imaginem como a pessoa aqui foi com um expectativa lá em cima. No fim a história foi boa. Mas nada além disso. Simples assim e um pouco frustrante pra mim.

Marjorie tem apenas 14 anos, e do nada a menina começa demonstrar comportamentos estranhos e vem os primeiros sinais de esquizofrenia aguda. Com isso a vida da família Barrett vira de cabeça pra baixo. Depois de passar em vários médicos que se tornaram incapazes de deter os acessos bizarros da garota e consecutivamente seu declínio mental, Marjorie estava arredia e isso causava calafrios em sua irmã mais nova e deixava a sua mãe em estado de histeria e seu pai apegado ao fanatismo religioso, a qual nem era assíduo.
Não há nada de errado comigo, Merry. Apenas meus ossos que querem romper a minha pele, como as coisas que crescem, e perfurar o mundo.
Nesta busca desenfreada por ajuda. A família se vê recorrendo ao padre da região que se mostrou solícito em ajudar. O padre, após analisar a adolescente, acreditou que se tratava de uma possessão demoníaca, então sugeriu a família que fosse realizado um exorcismo na garota. 
Marjorie cantarolou novamente, mudando de tom e timbre tão rápida e abruptamente que era desorientador, e parecia que minhas orelhas  iriam estourar. Ela rastejou pela sala de jantar, se movendo como um lagarto ou algo tão antigo quanto, em direção à entrada e as escadas.
Então ela disse de longe:
-Eu também sei imitar vozes, Merry.
Como o caso era peculiar, o padre entrou em contato com uma produtora de TV para que tudo fosse documentado. No ato de desespero, sem emprego e cheio de dívidas, o pai de Marjorie convenceu a esposa em aceitar a proposta, afim de ajudar a filha e consecutivamente os ajudar também. Eles não tinham ideia que após a estréia do programa ele seria um sucesso imediato.

Após quinze anos do ocorrido, uma autora best-seller, resolve escrever sobre os acontecimentos que acarretaram o programa na época, então ela procura por Marry, a irmã mais nova de Marjorie, para uma entrevista.

Ao se recordar da infância, Merry relembra todo o terror psicológico em que viveu naquela época e a leitura vai caminhando assim em uma tensão atrás da outra.  E você começa a refletir sobre a real natureza do mal e o que ele pode causar na vida de uma pessoa, com a mente completamente atormentada. 

Quando inciei a leitura, fiquei hipnotizada pelas lembranças de Merry e como de fato as coisas foram acontecendo, me vi presa na trama, sem querer parar de ler por um segundo o livro, mas conforme as páginas foram passando e as partes finais do livro foram dando indícios, fui percebendo a frustração vir, com um final muito sem graça. Talvez por que as minhas expectativas estavam altas e não me liguei na simplicidade com o que o livro foi escrito ou em sua densidade psíquica.  

A história de todo não é ruim, mas eu entrei na trama e no terror psicológico causado por Marjorie, a menina tinha a mente completamente perturbada e isso era visível. Como ela maquinava as coisas, para ficar confortável e ao mesmo tempo aterrorizar a mente da irmã e manipular os pais eram incríveis. Mas nada adiantou pra mim, como a história terminou. Não sei o que eu esperava, eu só achei o final muito prático e fácil demais. 

De qualquer forma, eu aconselho a leitura, porque embora a história não tenha funcionado pra mim da maneira como eu esperava, me causando tremores e calafrios, a leitura mexe um pouco com a sua mente e te faz pensar nas pessoas que sofrem desta doença e o que pode ocorrer quando ela é mal interpretada. Então para quem curte esta temática, fica um dica, porque pode funcionar pra você.


Uma coisa que posso dizer é que Paul tem uma escrita fluída, eu li este livro rapidamente. A diagramação do livro é bem simples, as folhas são amareladas e finas, o livro é bem leve, a fonte de um tamanho médio e excelente para a leitura. A capa, é muito bem disposta e as letras do título tem um pouco de auto relevo, que faz com que sentimos uns chuviscos ao tocar, como se fosse areia colada. (risos)

Um xero!

Suas Escrituras - Respirarando? - Diana Canaverde e Henrique Gouveia

Olá pessoas, tudo bem?

Hoje eu venho com mais um texto nesta coluna que tanto adoro. O texto é bem pequeno, mas terminou virando uma pequena poesia. Publiquei no meu insta um pequeno texto, daí recebi um complemento incrível de um cara que admiro pra caramba, um super pai e que escreve muito bem. Quem acompanha o blog, já viu um texto do Henrique, se não me engano chama-se S.O.S., se quiser recordar, é só clicar AQUI.

Imagem retirada do Google

Respirarando?
por Diana Canaverde e Henrique Gouveia.

Ultrapassando todos os limites da sanidade mental...
Transfigurando o meu interno...
Uma batalha um pouco falha, mas que não é perdida.
Sem saber que tipo de palavras poderão ser utilizadas.
Perdi, mas levantarei.
Nenhum caminho será impossível.
Nem sei mais o que falo, vejo, ouço...
nem sei se eu respiro.
Não respirando, hesitando, decepcionando...
Por vezes escancarando,
Deveras amando, 
O fim evitando,
A dor prolongando,
Talvez respirando?
Mas... sempre caminhando!

Quando eu vi o complemento do Henrique, falei na hora que iria postar aqui pra vocês. Se tivéssemos combinado não teria dado tão certo. Este ano pretendo trazer mais textos, porque eu acho esta coluna muito inspiradora, assim como os textos vem em minha mente e na mente dos amantes de escrituras.

Se você tem um texto, poesia, frases inspiradoras de sua autoria e queira dividir com o blog e os demais leitores, podem me enviar um e-mail, que irei postar com os devidos créditos. E-mail: diana.canaverde30@gmail.com. Assunto: Suas Escrituras.

Até a próxima, xero! 

Resenha #404 - O Casamento - Victor Bonini


Título: O Casamento
Autor(a): Victor Bonini
Editora: Faro Editorial
Páginas: 368
Nota: 5/5 
Conrado Bardelli sentiu-se um idiota por ter pensado que haveria algo de errado com eles. Já estava se esquecendo do assunto quando:
- Você também acha que esses dois formam um casal estranhíssimo?
O dia do casamento é uma celebração para todos guardarem na memória, como uma data que simboliza a união, o amor, o começo de uma nova família. As pessoas se emocionam com os votos dos noivos, mulheres suspiram e sonham com o dia que estarão mesmo lugar que a noiva, enquanto outras repudiam a ideia. Homens lamentam pela perca de um parceiro de bar, ou aguardam ansiosos o término do casório para começar a verdadeira festa.

Todos esperam sentir o aroma de champanhe e felicidade.

Mas no casamento de Diana e Plínio, as memórias ficaram presas em morte e em suas narinas se sentirá o cheiro ocre de sangue.

Preparados para a cerimônia?


Conrado Bardelli é contratado para um novo serviço, ele precisa descobrir quem está mandando mensagens para seu cliente - o Gurgel, devido a um relacionamento que ele tem fora do seu casamento. As ameaças são constantes, e Gurgel se vê preso a dar dinheiro para o misterioso chantagista diversas vezes. E em uma tentativa furada de tentar descobrir quem era o oportunista, levou um belo susto, sem sucesso em sua tentativa de descoberta.
Gurgel não conseguia tirar aquilo da cabeça. As unhas. As unhas compridas que lhe furaram as bochechas. Unhas definitivamente femininas. E o perfume... Doce. Um cheiro que conseguia transmitir tanto vida quanto morte. Era o cheiro de rosas. Rosas que são dadas de presente em festas. Rosas que são jogadas sobre túmulos em funerais.
O que Conrado não contava, é que seria convidado por seu amigo e pai da noiva, ao casamento. Diana tem como cunhada, a Vanessa que é a amante do Gurgel.

Se sentindo em uma saia justa, Conrado resolve participar do casamento, e o convite inclui quatro dias hospedados em um hotel em Joanópolis - lugar onde será realizado o matrimônio. Ali com certeza tem muitos suspeitos que se enquadraram no perfil que ele procura, mais precisamente de uma mulher, mas Bardelli não imaginava que dentro do hotel, ocorreria algo pior, um assassinato.

Quem é o assassino? O que motivou o assassinato? Por que no dia de um casamento?

São as perguntas que Conrado Bardelli quer solucionar... e você é o convidado especial para esta festa.

A vitima é Hortência, tia do Gurgel e juíza de paz que irá concretizar o casamento de Diana e Plínio.

É claro que o chantagista logo se torna o suspeito nº1 ao assassinato, mas quem seria capaz de uma atrocidade dessas? Será que o assassinato, foi uma forma encontrada para penalizar o Gurgel por não ter pago ao chantagista uma alta quantia em dinheiro? Ou na verdade o assassino só queria interromper o casamento? E por quais motivos ele iria querer essa interrupção?
O médico e a equipe trabalharam em silêncio, tentando se lembrar de quantas vezes tinham examinado uma cena de crime como aquela. Sangrenta, Violenta...
E o pior de tudo? As mortes não param.

Eu já havia lido outro livro do Victor, Colega de Quarto (Resenha) - no qual o Conrado também é o personagem principal, e gostei mais de O Casamento. Lembrando que são histórias totalmente diferentes e você não precisa ler um ou outro para entender as estórias. Só houve um personagem que apareceu no final de O Casamento, que teve um destino incerto em Colega de Quarto, que posso considerar um pequenino spoiller, em relação à vida amorosa do detetive.

Em relação à escrita do autor, de um livro para o outro, eu particularmente achei que o Victor amadureceu muito, em questões de deixar a estória mais envolvente e fluida. O mistério desse livro foram bem mais desenvolvidos, como também o personagem principal. Em certos momentos foi mencionado o crime que o Conrado trabalhou em Colega de Quarto, mas de uma forma bastante sutil. Outra coisa que eu já havia percebido no livro anterior e que foi reforçado neste livro é que o autor traz outros casos do detetive que ainda não foram abordados, dando uma experiência ao personagem, e um gancho até mesmo para o autor aproveitar em outros livros. Como também personagens e estórias paralelas. Inclusive em O Casamento, ocorreram crimes dentro da polícia brasileira, que acabaram não sendo tão abordados neste livro, e que seria bem legal se viesse à tona de uma forma mais abrangente em outra oportunidade.

Sobre o desfecho de O Casamento, novamente o Victor me enganou, ele levou tudo a acreditar que um certo personagem seria o culpado de tudo (e eu estava me sentindo a detetive, mas somente desconfiei do personagem que autor queria que eu desconfiasse, não dá para colocar os olhinhos virados do zap aqui, mas imaginem). 

E no final das contas que fiquei de queixo caído com a resolução do caso.

Eu particularmente gosto muito do Conrado Bardelli, exatamente por ele não ser aquele tipico detetive fodão, que sempre se dá bem em suas investigações. Na verdade muitas das vezes o Conrado parece estar mais perdido que a gente no caso, e quando descobrimos (graças a ele) o mistério, vamos relembrando tudo que lemos e eu pelo menos penso "que filho da mãe".
...havia, em contrapartida aquele sussurro que o instigava com palavra de esperança: Talvez você ainda seja capaz de fazer justiça e evitar que mais gente se machuque...
Em relação à diagramação. O que falar né minha gente? Apenas admirem essas fotos. Não encontrei nenhum erro de revisão, as letras são de um tamanho normal, e as páginas amareladas e bem grossas - e acredito que seja devido a grossura das páginas que o livro acaba sendo um pouco pesado (mas carreguei na mochila com gosto, mesmo assim hahahaha).



Eu fui na noite de autógrafos de O Casamento, e peguei autógrafo com o autor com direito a foto (já me exibi no Colega de Quarto e vou me exibir de novo me deixem !!).



Enfim, espero que vocês se divertam neste casamento, mas cuidado com quem vocês trocam olhares, não se esqueçam de trancar a porta do quarto, não fiquem sozinhos na companhia de estranhos, fiquem alertas sobre seus copos e caso peguem o buquê, não deixem suas mãos ficarem sujas de sangue.

Uma ótima festa a todos.
Não era por se tratar de um casamento, que as coisas tinham que parecer um sonho.

Retrospectiva 2017: Livros Nacionais #2


Olá, tudo bem com vocês?

Hoje é o meu dia de mostrar para vocês, as minhas leituras nacionais de 2017, entre livros e contos.


Agora em janeiro, completou 1 ano que sou resenhista do blog, e li um total de de 59 livros (o TOC bateu forte por não ser arredondado), mas eu fiquei bastante feliz com a quantidade lida e principalmente porque deste 59, minhas leituras nacionais foram um total de 36, ou seja, eu tive mais leituras nacionais do que internacionais neste ano. Isso não foi intencional, então acabou sendo uma surpresa para mim. Eu não vou estipular metas neste ano, mas espero ter o mesmo desempenho. Desta leituras, quase todos receberam de quatro a cinco estrelas, e realmente foram votados da maneira que meu coração pediu.

Espero que gostem e até a próxima!

Resenha #403 - A Garota do Calendário - Julho - Audrey Carlan


Título: A Garota do Calendário - Julho
Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas: 144
Nota: 4/5
Classificação +18


Eu me encolhi. Que maravilha. Parecia que o meu novo chefe era um babaca que pegava todas. Mais um, não.
Olá leitores, tudo bem???

Hoje eu venho com mais um mês desta série, que tem sido muito aclamada no exterior. Seu sucesso é grande. Mais um livro da Audrey Carlan publicado aqui no Brasil pela editora Verus. É uma coleção de livros, que falam de 12 meses do ano, onde Mia, começa a trabalhar como acompanhante, para pagar um agiota que seu pai deve e por ele estar hospitalizado, ela se responsabilizou pela dívida. E todo o mês ela estará em um lugar diferente e conhecendo novas pessoas e vivendo novas aventuras. 

Neste mês de julho, Mia vai para Miame, lá ela irá encontrar o famoso cantor de hip-hop Anton Santiago, mais conhecido como Latin Lov-ah. Ele é um cantor latino, muito bem abençoado e sexy e apesar de achá-lo babaca por conta o que a assistente dele disse a Mia, ela o achou extremamente atraente. 

A próxima música do cantor será lançada e para isso eles querem fazer um clipe que chame a atenção de todos. Então o trabalho de Mia este mês, é para fazer parte do clipe como a garota principal, aquela que enche os olhos, é sexy e muito bonita. Mas, eles ainda não sabem o quanto ela é desengonçada para dança e não leva o menor jeito para isso. A dança será envolvente e por conta dos acontecimentos do mês passado, será que Mia estará pronta para mais este desafio? Só lendo.
O medo atingiu minhas costelas e pousou pesadamente em meu estômago. Com certeza ele não ficaria feliz quando descobrisse que esta garota aqui não sabe dançar.
Como sabem, não há o que prolongar sobre o enredo, porque o livro é curto, mas eu gostei da história deste mês, porque Mia encarou seus medos e anseios. Ela está muito confusa com uma paixão  e o que será dela, caso aconteça a definição de um relacionamento. Por outro lado, ela é uma menina muito alegre e por mais dificuldades que passe nesta história, ela sempre está pronta para ajudar alguém e faz grandes amizades.

Aqui neste enredo viciante e bem leve, apesar das cenas de sexo, encontramos valores de amizade, família e verdade. A sinceridade é bem abordada e a confiança também. 


A diagramação do livro permanece na mesma simplicidade que os demais livros. As capas condizentes e semelhantes, apenas com a mudança de formato das imagens e cores. 
-Os pensamentos negativos são plantados como uma semente no cérebro e, uma vez que crescem, tomam conta da mente, infectando a nossa capacidade de enxergar a verdade e a beleza de forma clara. De ver a honestidade por trás de uma pessoa ou situação. No fim, esses pensamentos tomam conta e você perde de vista a alegria de ter essa pessoa na sua vida. Como a erva daninha.
Um xero no coração de todos!

Retrospectiva 2017: Livros Nacionais #1


Olá leitores, tudo bem??

Continuando a retrospectiva 2017, hoje vou trazer para vocês todos os livros nacionais que li. Entre livros de contos e tudo! 


Eu li no total 23 livros nacionais. Eu gostei muito da experiência. Tive meus altos e baixos, mas no fim, tive descobertas, finalização de séries e valeu super apena, porque conheci novas escritas, vi escritas amadurecerem, então compensou grandemente. 

E vocês? Leram bastante nacionais em 2017?

Um xero!

Resenha #402 - Mais Amor, Por Favor - Diversos Autores


Título: Mais Amor Por Favor
Autor(a): Diversos
Editora: Coerência
Páginas: 380
Nota: 4/5 

Oie, tudo bem com vocês?

Hoje vou falar um pouco de um livro que li, que está fora da minha zona de conforto, por se tratar de contos românticos. 

Confesso que comprei esse livro e depois fiquei pensando o que tinha passado pela minha cabeça, pelo simples motivo que eu não curto romances, mas dei uma chance a leitura e gostei do livro.

A Antologia Mais Amor, Por Favor reúne 19 contos e o Prefácio escrito pela autora Samanta Holtz.

Eu me deparei com diversos casos nesta antologia, finais felizes e outros nem tanto assim, mas todos focados no amor. Como é normal em antologias ocorreram contos que eu gostei mais do que outros, e selecionei aqui cinco que me chamaram a atenção, para poder mostrar um pouquinho mais para vocês sobre este livro.

Para Sempre - Autora Ana Bitencourt

Eu já fiquei interessada neste conto antes mesmo de lê-lo, devido a sinopse da autora - já que ela escreve romances policiais (algo que eu amo), e neste conto fomos apresentados a Machenzie e Nicholas - um casal de criminosos, e gostaria de ressaltar que eu achei esse conto tão bacana, que leria com o maior prazer um livro da autora desenvolvendo estes personagens, sinceramente acho que essa estória tem um grande potencial.

Makenzie está à espreita de NIcholas, mas não por amor e sim por vingança, devido a algo que Nicholas fez à ela e que a magoou profundamente. 

Mas será que ao encontrá-lo o sentimento do ódio será mais forte do que o amor?
Makenzie não descansou, pois sabia que o acharia. E o achara. Agora, Nicholas pagaria.
Bem-me-quer, Mal-me-quer - Autor Well B Almeida

Eu gostei neste conto, que o autor mesclou as vidas passadas dos personagens. 

Em 1930 Tess, prometida a casar com seu primo Guilherme, vive um relacionamento escondido com Gustavo, seu verdadeiro amor. Tess e Gustavo resolvem fugir, mas são flagrados por Gustavo e as coisas não acabam nada bem.

Em 2016 Tess reencarnou como Luiza e mais uma vez vive um triângulo amoroso com Guilherme e Gustavo que mantiveram os mesmos nomes, mas agora são irmãos.

Mais uma vez um conflito se aflora na vida deles e eles precisam resolver esse impasse para terem finalmente a paz que suas almas tanto precisam.
- Acho que ouvi em algum lugar que medo há quando tropeçamos pelo caminho da vida. Agora que caímos apenas nos resta levantar. Ou esperar o próximo tropeço.
A Morada da Memória - Décio Gomes 

Esse conto é simples e bem fofo.

Conta a história de uma viúva que enquanto vela o corpo de seu amado, relembra a primeira carta que mandou após tê-lo conhecido quando ainda eram bem jovens.

Ambientado nos anos 20, tem uma escrita bem tipica das pessoas simples que viviam na época e mostra que amor pode vencer barreiras até mesmo depois da morte.
...sentiu-se reforçar o amor por ele, pelo mundo que construíram juntos e que, agora, seria dela por completo, até que chegasse também o seu dia de partir.
Pela Janela de um Trem - Monaliza Nunes 


Eu gostei bastante deste conto, pois te causa aquele frio na barriga, e você torce para que tudo dê certo, mesmo não acreditando que isso vá acontecer.

O conto narra a estória de um casal de adolescentes que vivem em uma Polônia que sofre com guerra  na década de 30, em que a Alemanha tenta dominar as terras polonesas e tudo está um caos.

Michael e Elena estão apaixonados, mas viver um amor, em um mundo onde não saberemos se acordaremos vivos no dia seguinte, não é nada fácil.
- Começou
- Sim, outra guerra.
- E agora, o que irá acontecer?
- O pior.
- Mãe, eu preciso achar Elena.
O Destino - Glau Kemp 


Por mais que eu tenha lido este conto já imaginando o final, eu gostei da forma como autora conduziu os acontecimentos nesta estória para que ela não ficasse clichê.

Uma tiragem de cem exemplares de livros foram lançados em 1907 e nunca mais foram reimpressos. 

Mais de 100 anos depois, duas pessoas ainda tem estes exemplares: Uma blogueira que seleciona o livro para um desafio literário em seu blog e um rapaz que considera o seu livro, um legado. 

Ambos pegam o mesmo metrô, se esbarram e os livros são derrubados no chão e eles trocam os seus exemplares.

Coincidência ou destino?
As luzes piscaram quando Marco e Júlia pararam um momento antes de seguirem em frente, cada um sentiu... Um arrepio na nuca dele, um suor repentino nas mãos dela...
Em relação à diagramação, confesso que eu achei que a capa seria mais bonita pessoalmente e não foi, a capa tem uma cor muito desbotada, como podem ver na foto.


Cada conto antecede com a foto e biografia do autor. Quando o conto é finalizado no lado esquerdo, tem uma divisória, com os arabescos da capa só que em preto e branco, quando o conto finaliza no lado direito da página ele não foi colocado, e essa divisória é bem sem graça. 


Todas as biografias dos autores também são em preto e branco, e não achei que algumas resoluções desta forma ficaram boas. Infelizmente eu encontrei bastante erros de revisão no decorrer da leitura, erros bobos que não ocorreriam se fosse dado uma atenção maior na preparação do livro, eu não gosto de me alongar nos erros de revisão, porque eu também não sou uma mestre no português, só que desta vez e por não ser a primeira vez que eu vejo erros em livros desta editora, resolvi abordar de uma forma mais dura. 


Mas independente disto, eu recomendo a leitura, pois os contos foram muito bem selecionados e são bem bonitos; então, quem gosta de romances irá se deliciar.

Espero que gostem e até a próxima resenha,