Resenha #379 - E se Ela Soubesse? - R. Christiny


Título: E se Ela Soubesse?
Autor(a): R. Christiny
Editora: Rouxinol
Páginas: 262
Nota: 2/5

Meu nome é James Marconi, tenho vinte e sete anos, nasci em Kentucky e estou há quase três anos no sanatório Waverly Hills, que se localiza em Louisville, acusado por homicídio.
Olá tudo bem com vocês? Hoje trago uma nova resenha nacional, mas infelizmente desta vez eu não fui feliz com a leitura.

E Se Ela Soubesse? É o primeiro livro de uma trilogia, escrita pela autora Renata Christiny. Com a narrativa em primeira pessoa, temos a história sendo contada por James, um homem diagnosticado com a psicopatia e acompanhamos sua trajetória dentro do manicômio. James é o principal suspeito de ter estuprado e assassinado sua filha – crime a qual ele não assumiu, porém ele tem outros crimes confessos, e não perde a oportunidade de atacar algum enfermeiro, guarda ou policial. Ele é bastante agressivo, e vive sendo dopado para ser controlado, ele sofre abusos e agressões constantes dentro do manicômio, mas como ele também faz por merecer, não tive a minima dó dele.

E é também é visitado por um homem, que somente ele vê. 
A risada continuava debochando de mim, me levando a loucura, como se estivesse adorando ver a minha desgraça. Levantei meus olhos outra vez, então o vi encostado na parede do corredor, corpo ensanguentado, um rosto completamente distorcido, parecia ter vindo diretamente do inferno.  
James recebe frequentemente a visita do FBI, pois eles tentam descobrir com afinco se ele tem culpa no assassinato de sua filha, e recentemente ele agrediu violentamente o responsável pelo seu caso. Devido a isso outra pessoa é resignada para as investigações, Anna Godoy. 
Estarei cuidando do seu caso, já que o senhor agrediu fisicamente ao meu tio, que agora está em uma unidade de tratamento intensivo.
Anna é muito astuta, e tenta pegar a confiança de James de maneiras diferentes ao que foram tentadas antes. Um diferencial no caso também, é que James sempre matou homens e ele é gentil com as mulheres.

Até aqui, eu estava gostando muito da história e estava devorando o livro, porém ocorreu algo para mim que eu considerei um absurdo, a ROMANTIZAÇÃO A PSICOPATIA.
Eu era um psicopata assassino, que estava completamente apaixonado por uma mulher do FBI.
Bom, nesse momento da leitura eu dei uma parada nela, e pensei em desistir, para ser bem sincera com vocês eu cheguei a ficar com o estomago embrulhado, pelo simples fato que PSICOPATAS NÃO TEM O DOM DE AMAR, gente isso é impossível, psicopatas são seres desligados de sentimentos isso é uma característica da doença – podendo ser ou não assassinos e eu vou deixar aqui abaixo, resumidamente a conceito da psicopatia.
Caraterísticas de um psicopata: Um psicopata é caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos, frieza, insenbilidade aos sentimentos alheios (empatia), manipulação, narcisismo, egocentrismo, falta de remorso e de culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigo e punições.
Mesmo bem revoltada com o que tinha lido, eu resolvi retomar a leitura, pois poderia haver alguma mudança na história no decorrer dos acontecimentos. James tem um plano, e é ajudado por uma enfermeira a fugir do manicômio pois é véspera de Natal e ele quer visitar sua mãe. Fantasiado de Papai Noel, ele anda disfarçado pelas ruas e acabado sendo interceptado por uma garotinha chamada Alice, e adivinha quem está com ela? A Anna, que é sua tia.

Alice fica extasiada ao ver o Papai Noel, e depois de muita insistência, James – agora dizendo se chamar Max vai tomar sorvete com as duas, mas como estava extremamente nervoso com a possibilidade de Anna descobrir sua farsa, acaba aproveitando uma deixa para fugir.

Um tempo depois agora sendo Max, ele vai até o cemitério, totalmente bêbado e esbarra novamente com a Anna, em um atitude de total impulsividade, ele a agarra e a beija. Anna é pega de surpresa e dá um tapa na cara dele, mas logo depois o reconhece como o “papai noel”, pergunta porque ele fugiu, tem uma conversa super descontraída, lhe oferece uma carona e acaba levando-o para sua casa ... e eu novamente fiquei enfurecida.

Primeiro, porque eu a achei tonta demais por não reconhecer o James (por mais que ele passe por uma transformação cortando os longos cabelos e aparando a barba), a voz, o corpo e os olhos são os mesmos, mas até ai tudo bem, ainda dava para engolir.

Só que nenhuma mulher em sã consciência – principalmente uma policial, vai ser agarrada por um estranho bêbado, de madrugada, em um cemitério e vai pensar: “Ah tá, é o cara fantasiado de Papai Noel que eu conheci há cerca de uma hora atrás, só que ele agora está bêbado, vou ser legal e dar carona para esse estranho que já demonstrou ter atração sexual por mim e vou levá-lo para a minha casa...”

E dai rola por alguns capítulos a estadia de Max na casa de Anna, passando pelo aniversário de Alice, onde ele é convidado a participar ainda fantasiado, a amizade com Anna fica maior, e o livro que eu acredita ser policial, se torna cada vez mais romântico, e tudo vindo do “psicopata apaixonado”. 

Até que Anna é sequestrada e eis que aparece um Serial Killer na história, Max descobre quem é o responsável e vai ao resgate de sua amada.
Se eu já não fosse um psicopata diagnosticado, essa seria uma boa hora para eu me tornar um.
Bom, primeiramente a meu ver James não é um psicopata, pelos fatores que ocorrem no decorrer da história, o homem que ele diversas vezes vê (coisa que alias ficou bem mal contada na história), pelos picos de estabilidade emocional, o carinho que ele tem pela sua mãe e pela enfermeira que cuida dele no manicômio, e até mesmo pela fixação que ele tem pela Anna, eu o considerei mais um esquizofrênico, e se a história tivesse sido levada para esta doença eu poderia ter uma visão diferente, dos pontos que me fizeram odiar esse livro.

Eu particularmente, achei extremamente errado a forma como o personagem foi romantizado e vitimizado durante toda a leitura. É diferente você ler um livro aonde o vilão é o protagonista (como por exemplo em Dexter) e gostar de um personagem que jamais deixa de ser um assassino cruel, inteligente e errado, para torcer por um personagem como o James que é extremamente arbitrário para a sua doença mental diagnosticada.

Nos últimos capítulos ocorreram algumas reviravoltas bem interessantes que me fizeram concluir mais uma vez  que o James não é um psicopata, mas não foi isso que o livro trouxe na maior parte do tempo, e os motivos pelo quais tornaram ele o homem que ele é, para mim não foram suficientes para que ele se tornasse uma vitima.

Em relação a escrita da autora, eu achei bastante fluida e ela escreve muito bem. O livro tem bastante ação, e em momento nenhum a leitura fica parada ou cansativa. Mas devido aos fatores que eu deixei claro nesta resenha, eu não acredito que vá dar continuidade na leitura desta trilogia, mas isto jamais vai interferir que eu leia outros livros que a autora venha a lançar, e se você que está lendo não se incomoda com os fatores negativos que eu apresentei aqui, acredito que possa gostar do livro. Ele está muito bem pontuado no Skoob, Foi lançado primeiramente independente na Amazon e eu fiz a leitura em E-book, e sua versão física tem morada pela Editora Rouxinol – ou seja – o livro deu certo, mas pelo menos para mim que ama livros de psicopatia, infelizmente não rolou.

Psicopatia não tem cura.
Psicopatas NÃO AMAM, o máximo que eles sentem são o sentimento de posse. E se você leu esse livro e se viu complemente apaixonada(o) por um psicopata, você também está errada(o). Não se deixem levar por uma história fictícia.

Viver em um relacionamento com um psicopata é correr o risco de ser abusada sexualmente quando você negar sexo a ele, é ser agredida devido ao arroz ter queimado, é ser insultada por ter engordado alguns quilinhos, é ser obrigada a se afastar de seus amigos e parentes devido a um ciúme exagerado, é ser tornar uma Vitima de Estocolmo, e ser morta com diversas facadas por terminar um relacionamento abusivo.

Na vida real, o final dificilmente será feliz.

Até a próxima resenha.

9 comentários

  1. Oi Veronica! Caramba! Eu fui lendo a resenha e ficando um tanto chocada! Vc tem toda razão, psicopatas não amam.... e relacionamentos abusivos romantizados infelizmente são bem comuns no mercado editorial. Enfim, acho que não lerei, mas adorei sua resenha!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Bom, primeiramente a meu ver James não é um psicopata, pelos fatores que ocorrem no decorrer da história, o homem que ele diversas vezes vê (coisa que alias ficou bem mal contada na história), pelos picos de estabilidade emocional, o carinho que ele tem pela sua mãe e pela enfermeira que cuida dele no manicômio, e até mesmo pela fixação que ele tem pela Anna, eu o considerei mais um esquizofrênico, e se a história tivesse sido levada para esta doença eu poderia ter uma visão diferente, dos pontos que me fizeram odiar esse livro.

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    3. Nos últimos capítulos ocorreram algumas reviravoltas bem interessantes que me fizeram concluir mais uma vez que o James não é um psicopata, mas não foi isso que o livro trouxe na maior parte do tempo, e os motivos pelo quais tornaram ele o homem que ele é, para mim não foram suficientes para que ele se tornasse uma vitima.

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  2. Olá!
    Eu achei a premissa do livro boa, mas acredito que não ia gostar do livro pelo mesmo motivo que você. Uma pena você não ter gostado :(
    Beijos,
    Meise Renata.
    viciadas-em-livros.blogspot.com.br

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  3. Oi, Verônica!
    Nossa, que farofada toda essa história hein? Esse "romance" lembrou muito Coringa e Arlequina. Que pena que a história não foi tão boa pra você :( Tinha muito potencial.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do sorteio de aniversário do Balaio de Babados e O que tem na nossa estante

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  4. Amei a resenha e confesso que não leria. Odeio quando romantizam coisas absurdas e querem mostrar "lados bons" de coisas que não tem lado nenhum bom ou bonito.
    Beijos
    http://lolamantovani.blogspot.com.br

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Oie Renata, tudo bem? Desculpe mas eu não tenho acesso para moderar a liberação dos comentários e ele foi visto apenas agora, após eu ter visto uma postagem bem arrogante e desnecessária sua, em seu facebook.

      Engraçado você dizer que eu não entendi que o James não é um psicopata sendo que eu cito DUAS VEZES na resenha que ele não é um !!! Você entendeu a resenha?? É óbvio que não. Independente do James ser um psicopata ou não, você usou da psicopatia para romantizar o seu livro e eu não concordo com isso. Eu realmente não vou ler os próximos livros primeiramente porque a partir do momento que eu não gostei do primeiro, ler os próximos é uma perca de tempo e em segundo por sua falta de maturidade para aceitar criticas construtivas . Aprenda a ler as resenhas negativas como uma forma de aprendizagem, pois o que você fez não prejudica ao blog e nem a mim ... agora a você como ser humano ... sem comentários !! Em momento algum eu desmereci a sua obra ou a ridicularizei para você em palavras disfarçadas me chamar de burra (ou vai dizer que isso foi falta de interpretação também?)

      Sucesso com seus livros.

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